segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Os dois menores e MELHORES contos de fadas do mundo...

1. Conto de fadas para mulheres do séc. 21

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu:
- NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.
O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.
FIM!!!

2. Conto de fadas para mulheres do séc. 21

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.

Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
-Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...

E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava:
- Nem fo...den...do!

(Luís Fernando Veríssimo)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Só posso escrever pra fugir da dor...

Eram quatro horas da manhã e eu sabia que não ia conseguir dormir de novo. Levei cerca de três horas para conseguir dormir e o sono não durava nem duas horas. Parecia um pesadelo, um misto de realidade com sonho inevitável e aquele fim de filme indesejável. Eu me viro pra um lado, para outro e me abraço no edredom, mas não adianta. Não é você.

Coloco a sua blusa debaixo do travesseiro para sentir que você ainda pode estar aqui por perto, e respiro fundo pro seu perfume entrar dentro mim, tomar conta de cada pedacinho do meu pulmão. Fecho os olhos e finjo você ali. Finjo eu ai. E ao mesmo tempo em que me sinto sua, não me sinto nada. Choro por medo que o perfume um dia suma e que eu não tenha mais aquele cheiro de blusa velha com desodorante e perfume paraguaio.

E então começa tudo de novo, vou montando um quebra-cabeça infinito, reunindo peças e diálogos do que eu poderia fazer no momento em que colocasse os pés no chão. Comprar uma passagem, colocar uma mochila nas costas e chegar lá sem avisar. Entrar no seu quarto deitar do seu lado e falar que te amo. Isso num dia, ou no outro. E os finais se alternam como um infinito RPG. Um dia é feliz, outro dia não.

E isso me mantém viva. Como conto de fadas árabe, contando histórias pra mim mesma, pra me manter viva. E sonho o dia todo, desde a hora em que não consigo dormir até a hora em que não consigo dormir de novo. E quando durmo, você vem. No sonho perfeito e real, comigo.

E quando acordo, me vem a vontade nauseante de nunca ter dormido. De acordar e não te ver ali. Pego o celular e procuro as mensagens que em um desespero apaguei. Quatorze dias que ele não toca, quatorze dias sem uma mensagem. E eu disco seu número e desligo, escrevo uma mensagem que nunca vou mandar. Choro mais algumas lágrimas e volto a dormir.

O choro me anestesia e acalma. A anestesia me deixa estática, apática e chata. Tranco a porta da casa, do quarto e me deito, querendo esquecer que eu existo, que você existe, ou que nós dois um dia existimos juntos. E de tanto pensar eu acabo imaginando que talvez sempre existimos juntos. E que não tem como existirmos separados.

E não adianta fazer nada pra não lembrar disso. Meu cabelo me lembra você, meu cheiro me lembra você, meu carro me lembra você, as músicas do rádio me lembram você, viver me lembra você. Vou me levantar agora e ir para onde, fazer o que? Não tenho vontade de existir, de me arrumar ou de comer. Só quero me trancar, mas me trancar também dói.

Tudo que eu faço essa dor não passa. Chorar, falar, gritar ou correr não levam ela embora. Eu vejo série na TV, escrevo texto, toco violão, leio um livro, abraço minha irmã, como brigadeiro…nada adianta. Meu cabelo está horrível, eu não tiro as sobrancelhas, não depilo as pernas, esqueço que existe maquiagem e uso a primeira roupa do guarda-roupa. Não tem porquê me arrumar, não tem porquê parecer linda e irresistível, porque não é pra você. E eu odeio me olhar no espelho, porque eu não sou mais a sua menina, a sua mulher, a sua motorista, a sua amiga, a namorada ciumenta, a amante insaciável.


Não tem porquê entrar no Orkut ou logar no MSN, você não vai estar lá. E se estiver, não vai ser mais o meu namorado. Não vai ser mais o meu amigo e não vai ser mais o MEU amor.

E todos falam a frase idiota do “vai passar”. Mas eu não quero. Eu não quero que isso passe. Eu quero poder te amar hoje e sempre. “Eu não quero saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim”.

E eu choro até dormir, choro quando passo na frente do shopping, choro quando abro meu computador e as suas fotos estão ali. Choro quando meu celular não toca de noite, ou quando não apita avisando mensagem. Eu choro quando vou no banheiro do serviço. Choro quando vou jantar. Choro ainda mais quando chega sexta-feira. Choro quando mandei lavar o carro e achei aquela bexiga de coração que você roubou na pizzaria, no dia dos namorados. E choro porque eu tenho medo de um dia não lembrar da sua voz.

Me dá um nó na garganta, e uma sensação de ter engolido toda a dor do mundo pela boca. E não conseguir vomitar toda essa ânsia. Odeio as pessoas que riem, odeio as pessoas que saem aos sábados para se divertirem, odeio pensar que você nunca mais estará aqui e odeio pensar que fui eu quem escolheu tudo isso.

Eu tento calar a voz que vem dentro de mim e que diz o contrário, e me culpo mais um pouco por tudo que fiz e que não fiz e que poderia ter feito. Imploro por mais um beijo, por mais um abraço, por mais um sorriso e só por um milímetro do teu corpo. Rezo por uma máquina do tempo que me leve de volta ao dia em que te vi pela primeira vez e então viver cada segundo em “slow motion”, com a tecla “pause” e repetir mais cinco vezes cada dia, e repetir mais cinco mil vezes eu te amo.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

11 mandamentos para uma mulher inteligente

1 - Manter todas as expectativas fundamentadas na realidade;
2 - Nunca esquecer suas prioridades ou o seu eu;
3 - Não se dedicar a um homem mais do que ele se dedica a você;
4 - Não esperar por um homem mais tempo do que ele espera por você;
5 - Não passar mais tempo analisando os problemas de um homem do que você passa tentando compreender os seus;
6 - Não transformar um homem mortal no próprio Deus;
7 - Não cobiçar a vida de sua vizinha;
8 - Julgar todos os homem pela consistência de suas ações, e não por suas palavras;
9 - Não tolerar nenhuma forma de abuso;
10 - Desenvolver seus próprios talentos, seu próprio potencial e sua própria independência;
11 - Ser justa com os homens de sua vida e esperar justiça em troca.

("O que toda mulher inteligente deve saber" - Steven Carte & Julia Sokol)

domingo, 3 de maio de 2009

Republicando...

galera...
republiquei todos os meus textos, ou quase todos, do Christabel (meu antigo blog), com medo que a globo fique llouca e tire tudo do ar. Assim tenho aqui o registro do que já se passou..
Até.

2008

Do dia em que seremos felizes


Sinto frio nos pés. E o estômago revira. Sinto vontade de abrir a porta do escritório. Colocar os óculos escuros. Ligar o discman. Passar pela recepção. Não cumprimentar ninguém. E andar pelos próximos quarteirões sem saber para onde vou. Olhar o céu com aquele tom acinzentado de Ray-ban. Sentir o cabelo balançar conforme o vento. Assistir o balançar dos pés, um de frente ao outro. Me perder na confusão de minhas idéias. Me fundir com as letras das músicas que gritam nos meus ouvidos. Acreditar que eu sou uma nota. Dessa que sai bailando pelo ar e encontra outros ouvidos. Talvez, se fosse uma folha. Ou se fosse um pensamento. Este meu pensamento, que não sai da faixa número um. Fica ali repetindo as mesmas sílabas, as mesmas letras, as mesmas palavras, frases e desejos. Fico aqui reformulando o que deveria ter dito, ou não dito. O que poderia ter feito ou não feito. Como eu poderia voltar no tempo, ou avançá-lo para frente. Queria implorar para o cosmo: volta.

O sol me compreende e organiza um espetáculo à parte, para que meus olhos observem o ínfimo de mim. Um arco de luz envolve a bola quente chamada sol, e eu escolho me cegar à sua luz. Melhor cegar do que enxergar o que não suporto ver. E ando. Caminho. Canto. Rezo. Choro. Vomito. Leio. Penso. Ouço. Sinto. Sonho. Morro.

Um pouquinho por dia. Desde o dia que não te senti mais aqui. Um milímetro por segundo de mim se esvai neste ralo de vida. E eu penso que não sou nada. Que por mais que pense que sei tudo. Ou quase. Ou metade. Um terço. Um milímetro e meio não sou mais. Sou cinco quilos a menos. Sou olheiras. Sou enjôo. Sou incompreensão. Sou tristeza. Sou sua.

E vou morrendo um pouquinho por dia. Até não ser mais. Ou até ser demais. Não sei. E pé ante pé, penso. Não sei mesmo. Do que é feita a terra? E quem era deus mesmo? Música errada. Faixa número dois. Silencio o grito. Sufoco o vômito. Procuro o mapa. Aquele mesmo mapa que me mostrará onde foi que eu te perdi. Em que encruzilhada escolhi o caminho oposto? Em que discurso escolhi as palavras tortas? Em que trecho desse livro pulei o parágrafo certo?

Seria melhor realmente sair do escritório. Apagar essa consciência de vida. Ser nada. Ser eu. Ser nem sei quem. E, ainda, seria melhor ainda correr. Para afastar os fantasmas de um passado feio que me espanta. E correr para um futuro com o qual sonho todos os dias. E o dia em que seremos felizes? Eu espero. Faixa certa. Número três. Poprockdediscman.

Vou sentar naquela cadeira de metal com linhas de plástico, que ficam na frente das casas de avós. Abrir uma lata de refrigerante e me contentar em olhar a vida passar. As pessoas passarem. Os quilos passarem. Os anos passarem. E a minha solidão se conformar.

Se é que solidão se conforma. Solidão se acomoda. Se acorda um dia, olha no espelho. Escova os dentes. Vai trabalhar. Volta pra casa. Assiste novela das oito. Dorme. Sonha com a vida que gostaria de ter. E acorda de novo. E eu pediria nos sonhos: volta! E eu pediria em cada dia: segunda chance.

2008

Foi quando encontrei em ti o brilho que não via mais em mim
Quando achei estrelas num céu que há tanto estava escuro
Jurei para mim: é a última tentativa
E me apoiei nisso
Braço com braço
Perna ante perna
E será assim
Trarei estrelas, trarei o céu, e a lua
Para contemplar o amor que sinto por você
Para fazer sorrir o brilho dos teus olhos
E para arrancar de ti o mais belo sorriso
Para fazer de ti: o meu homem
E escolher um caminho de rosas
Perfumado, belo e com poucos espinhos
Eu e você
Para descrever a singeleza de um entrelaçar de dedos
Pele com pele, suor com suor
Minha mão com a sua
E um abraço forte
Por ti direi as belas palavras
Escreverei os mais belos poemas
Por ti... sorrirei todas as manhãs
Pois tu és o motivo de meus dias
O sorriso de meus lábios
O tema de meus pensamentos
A beleza dos meus sonhos
E a esperança do meu futuro
“Não consigo parar de te olhar”
“E não sei viver se for longe de você”

2008

tic-tac

só posso escrever poemas
para fugir da dor
escolho as palavras para dar vida
ao que já não sou

e o que já fui
atirem aos ventos
já não posso mais
escolhi a dor

prefiro pensar
e negar o que sinto
melhor ter a cabeça
do que um coração

o coração pára
a mente não
a felicidade passa
a dor não

quem é você?
e quem sou eu?
quem é deus?
e quem manda aqui?

respondo em silêncio
e finjo não ouvir

2008

E sinto que vou te perdendo de pouquinho em pouquinho
De hora em hora
De foto em foto
E vejo me escorrer pelos dedos o que achei que era pra sempre.
E ir com o vento os sonhos que fiz por nós.
Outra vez...
Acho que acreditei em vão.
E assim, de em dia, você se vai...
E eu tento me convencer de que ainda consigo lutar.
E te fazer voltar
Tudo como era ...
há alguns meses atrás...


te amo

2007

Eu sabia desde a primeira vez que vi aqueles olhos: iria durar por muito tempo. E não seria o muito tempo do “felizes para sempre”, nem o muito tempo dos casais de velhinhos na porta das casas, seria o muito tempo daquilo que não seria nunca.

Não porque ele era um cara super inteligente e hiper descolado, ou porque mandava flores, falava poemas, cantava bonito, nada disso...era só porque eu tinha decidido que não queria ficar com ninguém, mas quando olhei lá dentro, vi que era ele mesmo. Não o cara pra ficar até morrer, ou morrer até ficar... mas o cara que eu nunca iria ficar até morrer. Bem complexo assim.

Complexo como o que eu senti, complexo como o que eu sinto e como nós somos quando estamos juntos. E ai, eu sei que eu não quero estar com ele até morrer, porque afinal, ele num é um cara super príncipe encantado e não tem cavalo branco e tem um péssimo gosto musical. E na verdade, tudo isso não importa, porque o maior problema é que ele não soube que iríamos durar por muito tempo quando olhou nos meus olhos. E então eu disse: “parece que eu te conheço faz tanto tempo”.

E dói.
Não dor de amor, pra rimar com flor. Dor de saber que podia ser aquilo que eu esperava que fosse ser, mas que não vai ser. Dor de tentar dizer que não é pra ser e não conseguir entender. Dói de doer os ossos da mão, de tanto segurar com força, pra não deixar escapar.

E escapa, né? Nada é da gente, e nada é pra sempre e acaba, sabe? E dói, dói. Dói de saber que é que nem quebra cabeça de 100 peças...que tudo se encaixa e fica bonito no fim, mas só tem um pra tentar fazer tudo ficar bonito. E penso que acho que estou cansada de segurar, de encaixar, de amar, de gostar, de me preocupar e de não conseguir ignorar tudo que dói.

Mas, né! Dói, ué! Fazer o quê...Dói porque eu gosto...E porque ele não gosta. E fica um sim e um não. E eu quero transformar sim em não e não em sim, e são palavras tão diferentes, e tão difíceis de combinar. Que não combinam, verde com laranja no inverno. E eu me pergunto se Julho não passa logo...

Ah! Eu soube que iria durar por muito tempo...

2007

Julho de 2007





Enfrento um rio de pedras pra me afogar
De novo em vão
Em gotas de sal das lágrimas que amargam
Uma outra estação.
Nunca é a mesma chuva que cai.

Esperarei por Julho
Quando as folhas começarem a cair
Eu sei é um mês que não volta mais
E eu prefiro continuar só.

Eu me apóio em meus amigos
Porque só eles para entender
O que eu já nem sei explicar
E o orvalho é uma gota
Hoje uma amanhã outra
Você fere a minha pele
Com uma lei desconhecida
Com palavras e sem rimas

Talvez eu feneça em minhas memórias...
tão brancas e frias quanto a neve de Julho.

Eu sinto falta de Julho
E acho que deveria esperar Janeiro
Quando as flores começarem a nascer
E eu vou esquecer você.

E eu vou esquecer você
Em Julho eu vou te esquecer,...

Julho.