galera...
republiquei todos os meus textos, ou quase todos, do Christabel (meu antigo blog), com medo que a globo fique llouca e tire tudo do ar. Assim tenho aqui o registro do que já se passou..
Até.
domingo, 3 de maio de 2009
2008
Do dia em que seremos felizes
Sinto frio nos pés. E o estômago revira. Sinto vontade de abrir a porta do escritório. Colocar os óculos escuros. Ligar o discman. Passar pela recepção. Não cumprimentar ninguém. E andar pelos próximos quarteirões sem saber para onde vou. Olhar o céu com aquele tom acinzentado de Ray-ban. Sentir o cabelo balançar conforme o vento. Assistir o balançar dos pés, um de frente ao outro. Me perder na confusão de minhas idéias. Me fundir com as letras das músicas que gritam nos meus ouvidos. Acreditar que eu sou uma nota. Dessa que sai bailando pelo ar e encontra outros ouvidos. Talvez, se fosse uma folha. Ou se fosse um pensamento. Este meu pensamento, que não sai da faixa número um. Fica ali repetindo as mesmas sílabas, as mesmas letras, as mesmas palavras, frases e desejos. Fico aqui reformulando o que deveria ter dito, ou não dito. O que poderia ter feito ou não feito. Como eu poderia voltar no tempo, ou avançá-lo para frente. Queria implorar para o cosmo: volta.
O sol me compreende e organiza um espetáculo à parte, para que meus olhos observem o ínfimo de mim. Um arco de luz envolve a bola quente chamada sol, e eu escolho me cegar à sua luz. Melhor cegar do que enxergar o que não suporto ver. E ando. Caminho. Canto. Rezo. Choro. Vomito. Leio. Penso. Ouço. Sinto. Sonho. Morro.
Um pouquinho por dia. Desde o dia que não te senti mais aqui. Um milímetro por segundo de mim se esvai neste ralo de vida. E eu penso que não sou nada. Que por mais que pense que sei tudo. Ou quase. Ou metade. Um terço. Um milímetro e meio não sou mais. Sou cinco quilos a menos. Sou olheiras. Sou enjôo. Sou incompreensão. Sou tristeza. Sou sua.
E vou morrendo um pouquinho por dia. Até não ser mais. Ou até ser demais. Não sei. E pé ante pé, penso. Não sei mesmo. Do que é feita a terra? E quem era deus mesmo? Música errada. Faixa número dois. Silencio o grito. Sufoco o vômito. Procuro o mapa. Aquele mesmo mapa que me mostrará onde foi que eu te perdi. Em que encruzilhada escolhi o caminho oposto? Em que discurso escolhi as palavras tortas? Em que trecho desse livro pulei o parágrafo certo?
Seria melhor realmente sair do escritório. Apagar essa consciência de vida. Ser nada. Ser eu. Ser nem sei quem. E, ainda, seria melhor ainda correr. Para afastar os fantasmas de um passado feio que me espanta. E correr para um futuro com o qual sonho todos os dias. E o dia em que seremos felizes? Eu espero. Faixa certa. Número três. Poprockdediscman.
Vou sentar naquela cadeira de metal com linhas de plástico, que ficam na frente das casas de avós. Abrir uma lata de refrigerante e me contentar em olhar a vida passar. As pessoas passarem. Os quilos passarem. Os anos passarem. E a minha solidão se conformar.
Se é que solidão se conforma. Solidão se acomoda. Se acorda um dia, olha no espelho. Escova os dentes. Vai trabalhar. Volta pra casa. Assiste novela das oito. Dorme. Sonha com a vida que gostaria de ter. E acorda de novo. E eu pediria nos sonhos: volta! E eu pediria em cada dia: segunda chance.
Sinto frio nos pés. E o estômago revira. Sinto vontade de abrir a porta do escritório. Colocar os óculos escuros. Ligar o discman. Passar pela recepção. Não cumprimentar ninguém. E andar pelos próximos quarteirões sem saber para onde vou. Olhar o céu com aquele tom acinzentado de Ray-ban. Sentir o cabelo balançar conforme o vento. Assistir o balançar dos pés, um de frente ao outro. Me perder na confusão de minhas idéias. Me fundir com as letras das músicas que gritam nos meus ouvidos. Acreditar que eu sou uma nota. Dessa que sai bailando pelo ar e encontra outros ouvidos. Talvez, se fosse uma folha. Ou se fosse um pensamento. Este meu pensamento, que não sai da faixa número um. Fica ali repetindo as mesmas sílabas, as mesmas letras, as mesmas palavras, frases e desejos. Fico aqui reformulando o que deveria ter dito, ou não dito. O que poderia ter feito ou não feito. Como eu poderia voltar no tempo, ou avançá-lo para frente. Queria implorar para o cosmo: volta.
O sol me compreende e organiza um espetáculo à parte, para que meus olhos observem o ínfimo de mim. Um arco de luz envolve a bola quente chamada sol, e eu escolho me cegar à sua luz. Melhor cegar do que enxergar o que não suporto ver. E ando. Caminho. Canto. Rezo. Choro. Vomito. Leio. Penso. Ouço. Sinto. Sonho. Morro.
Um pouquinho por dia. Desde o dia que não te senti mais aqui. Um milímetro por segundo de mim se esvai neste ralo de vida. E eu penso que não sou nada. Que por mais que pense que sei tudo. Ou quase. Ou metade. Um terço. Um milímetro e meio não sou mais. Sou cinco quilos a menos. Sou olheiras. Sou enjôo. Sou incompreensão. Sou tristeza. Sou sua.
E vou morrendo um pouquinho por dia. Até não ser mais. Ou até ser demais. Não sei. E pé ante pé, penso. Não sei mesmo. Do que é feita a terra? E quem era deus mesmo? Música errada. Faixa número dois. Silencio o grito. Sufoco o vômito. Procuro o mapa. Aquele mesmo mapa que me mostrará onde foi que eu te perdi. Em que encruzilhada escolhi o caminho oposto? Em que discurso escolhi as palavras tortas? Em que trecho desse livro pulei o parágrafo certo?
Seria melhor realmente sair do escritório. Apagar essa consciência de vida. Ser nada. Ser eu. Ser nem sei quem. E, ainda, seria melhor ainda correr. Para afastar os fantasmas de um passado feio que me espanta. E correr para um futuro com o qual sonho todos os dias. E o dia em que seremos felizes? Eu espero. Faixa certa. Número três. Poprockdediscman.
Vou sentar naquela cadeira de metal com linhas de plástico, que ficam na frente das casas de avós. Abrir uma lata de refrigerante e me contentar em olhar a vida passar. As pessoas passarem. Os quilos passarem. Os anos passarem. E a minha solidão se conformar.
Se é que solidão se conforma. Solidão se acomoda. Se acorda um dia, olha no espelho. Escova os dentes. Vai trabalhar. Volta pra casa. Assiste novela das oito. Dorme. Sonha com a vida que gostaria de ter. E acorda de novo. E eu pediria nos sonhos: volta! E eu pediria em cada dia: segunda chance.
2008
Foi quando encontrei em ti o brilho que não via mais em mim
Quando achei estrelas num céu que há tanto estava escuro
Jurei para mim: é a última tentativa
E me apoiei nisso
Braço com braço
Perna ante perna
E será assim
Trarei estrelas, trarei o céu, e a lua
Para contemplar o amor que sinto por você
Para fazer sorrir o brilho dos teus olhos
E para arrancar de ti o mais belo sorriso
Para fazer de ti: o meu homem
E escolher um caminho de rosas
Perfumado, belo e com poucos espinhos
Eu e você
Para descrever a singeleza de um entrelaçar de dedos
Pele com pele, suor com suor
Minha mão com a sua
E um abraço forte
Por ti direi as belas palavras
Escreverei os mais belos poemas
Por ti... sorrirei todas as manhãs
Pois tu és o motivo de meus dias
O sorriso de meus lábios
O tema de meus pensamentos
A beleza dos meus sonhos
E a esperança do meu futuro
“Não consigo parar de te olhar”
“E não sei viver se for longe de você”
Quando achei estrelas num céu que há tanto estava escuro
Jurei para mim: é a última tentativa
E me apoiei nisso
Braço com braço
Perna ante perna
E será assim
Trarei estrelas, trarei o céu, e a lua
Para contemplar o amor que sinto por você
Para fazer sorrir o brilho dos teus olhos
E para arrancar de ti o mais belo sorriso
Para fazer de ti: o meu homem
E escolher um caminho de rosas
Perfumado, belo e com poucos espinhos
Eu e você
Para descrever a singeleza de um entrelaçar de dedos
Pele com pele, suor com suor
Minha mão com a sua
E um abraço forte
Por ti direi as belas palavras
Escreverei os mais belos poemas
Por ti... sorrirei todas as manhãs
Pois tu és o motivo de meus dias
O sorriso de meus lábios
O tema de meus pensamentos
A beleza dos meus sonhos
E a esperança do meu futuro
“Não consigo parar de te olhar”
“E não sei viver se for longe de você”
2008
tic-tac
só posso escrever poemas
para fugir da dor
escolho as palavras para dar vida
ao que já não sou
e o que já fui
atirem aos ventos
já não posso mais
escolhi a dor
prefiro pensar
e negar o que sinto
melhor ter a cabeça
do que um coração
o coração pára
a mente não
a felicidade passa
a dor não
quem é você?
e quem sou eu?
quem é deus?
e quem manda aqui?
respondo em silêncio
e finjo não ouvir
só posso escrever poemas
para fugir da dor
escolho as palavras para dar vida
ao que já não sou
e o que já fui
atirem aos ventos
já não posso mais
escolhi a dor
prefiro pensar
e negar o que sinto
melhor ter a cabeça
do que um coração
o coração pára
a mente não
a felicidade passa
a dor não
quem é você?
e quem sou eu?
quem é deus?
e quem manda aqui?
respondo em silêncio
e finjo não ouvir
2008
E sinto que vou te perdendo de pouquinho em pouquinho
De hora em hora
De foto em foto
E vejo me escorrer pelos dedos o que achei que era pra sempre.
E ir com o vento os sonhos que fiz por nós.
Outra vez...
Acho que acreditei em vão.
E assim, de em dia, você se vai...
E eu tento me convencer de que ainda consigo lutar.
E te fazer voltar
Tudo como era ...
há alguns meses atrás...
te amo
De hora em hora
De foto em foto
E vejo me escorrer pelos dedos o que achei que era pra sempre.
E ir com o vento os sonhos que fiz por nós.
Outra vez...
Acho que acreditei em vão.
E assim, de em dia, você se vai...
E eu tento me convencer de que ainda consigo lutar.
E te fazer voltar
Tudo como era ...
há alguns meses atrás...
te amo
2007
Eu sabia desde a primeira vez que vi aqueles olhos: iria durar por muito tempo. E não seria o muito tempo do “felizes para sempre”, nem o muito tempo dos casais de velhinhos na porta das casas, seria o muito tempo daquilo que não seria nunca.
Não porque ele era um cara super inteligente e hiper descolado, ou porque mandava flores, falava poemas, cantava bonito, nada disso...era só porque eu tinha decidido que não queria ficar com ninguém, mas quando olhei lá dentro, vi que era ele mesmo. Não o cara pra ficar até morrer, ou morrer até ficar... mas o cara que eu nunca iria ficar até morrer. Bem complexo assim.
Complexo como o que eu senti, complexo como o que eu sinto e como nós somos quando estamos juntos. E ai, eu sei que eu não quero estar com ele até morrer, porque afinal, ele num é um cara super príncipe encantado e não tem cavalo branco e tem um péssimo gosto musical. E na verdade, tudo isso não importa, porque o maior problema é que ele não soube que iríamos durar por muito tempo quando olhou nos meus olhos. E então eu disse: “parece que eu te conheço faz tanto tempo”.
E dói.
Não dor de amor, pra rimar com flor. Dor de saber que podia ser aquilo que eu esperava que fosse ser, mas que não vai ser. Dor de tentar dizer que não é pra ser e não conseguir entender. Dói de doer os ossos da mão, de tanto segurar com força, pra não deixar escapar.
E escapa, né? Nada é da gente, e nada é pra sempre e acaba, sabe? E dói, dói. Dói de saber que é que nem quebra cabeça de 100 peças...que tudo se encaixa e fica bonito no fim, mas só tem um pra tentar fazer tudo ficar bonito. E penso que acho que estou cansada de segurar, de encaixar, de amar, de gostar, de me preocupar e de não conseguir ignorar tudo que dói.
Mas, né! Dói, ué! Fazer o quê...Dói porque eu gosto...E porque ele não gosta. E fica um sim e um não. E eu quero transformar sim em não e não em sim, e são palavras tão diferentes, e tão difíceis de combinar. Que não combinam, verde com laranja no inverno. E eu me pergunto se Julho não passa logo...
Ah! Eu soube que iria durar por muito tempo...
Não porque ele era um cara super inteligente e hiper descolado, ou porque mandava flores, falava poemas, cantava bonito, nada disso...era só porque eu tinha decidido que não queria ficar com ninguém, mas quando olhei lá dentro, vi que era ele mesmo. Não o cara pra ficar até morrer, ou morrer até ficar... mas o cara que eu nunca iria ficar até morrer. Bem complexo assim.
Complexo como o que eu senti, complexo como o que eu sinto e como nós somos quando estamos juntos. E ai, eu sei que eu não quero estar com ele até morrer, porque afinal, ele num é um cara super príncipe encantado e não tem cavalo branco e tem um péssimo gosto musical. E na verdade, tudo isso não importa, porque o maior problema é que ele não soube que iríamos durar por muito tempo quando olhou nos meus olhos. E então eu disse: “parece que eu te conheço faz tanto tempo”.
E dói.
Não dor de amor, pra rimar com flor. Dor de saber que podia ser aquilo que eu esperava que fosse ser, mas que não vai ser. Dor de tentar dizer que não é pra ser e não conseguir entender. Dói de doer os ossos da mão, de tanto segurar com força, pra não deixar escapar.
E escapa, né? Nada é da gente, e nada é pra sempre e acaba, sabe? E dói, dói. Dói de saber que é que nem quebra cabeça de 100 peças...que tudo se encaixa e fica bonito no fim, mas só tem um pra tentar fazer tudo ficar bonito. E penso que acho que estou cansada de segurar, de encaixar, de amar, de gostar, de me preocupar e de não conseguir ignorar tudo que dói.
Mas, né! Dói, ué! Fazer o quê...Dói porque eu gosto...E porque ele não gosta. E fica um sim e um não. E eu quero transformar sim em não e não em sim, e são palavras tão diferentes, e tão difíceis de combinar. Que não combinam, verde com laranja no inverno. E eu me pergunto se Julho não passa logo...
Ah! Eu soube que iria durar por muito tempo...
2007
Julho de 2007
Enfrento um rio de pedras pra me afogar
De novo em vão
Em gotas de sal das lágrimas que amargam
Uma outra estação.
Nunca é a mesma chuva que cai.
Esperarei por Julho
Quando as folhas começarem a cair
Eu sei é um mês que não volta mais
E eu prefiro continuar só.
Eu me apóio em meus amigos
Porque só eles para entender
O que eu já nem sei explicar
E o orvalho é uma gota
Hoje uma amanhã outra
Você fere a minha pele
Com uma lei desconhecida
Com palavras e sem rimas
Talvez eu feneça em minhas memórias...
tão brancas e frias quanto a neve de Julho.
Eu sinto falta de Julho
E acho que deveria esperar Janeiro
Quando as flores começarem a nascer
E eu vou esquecer você.
E eu vou esquecer você
Em Julho eu vou te esquecer,...
Julho.
Enfrento um rio de pedras pra me afogar
De novo em vão
Em gotas de sal das lágrimas que amargam
Uma outra estação.
Nunca é a mesma chuva que cai.
Esperarei por Julho
Quando as folhas começarem a cair
Eu sei é um mês que não volta mais
E eu prefiro continuar só.
Eu me apóio em meus amigos
Porque só eles para entender
O que eu já nem sei explicar
E o orvalho é uma gota
Hoje uma amanhã outra
Você fere a minha pele
Com uma lei desconhecida
Com palavras e sem rimas
Talvez eu feneça em minhas memórias...
tão brancas e frias quanto a neve de Julho.
Eu sinto falta de Julho
E acho que deveria esperar Janeiro
Quando as flores começarem a nascer
E eu vou esquecer você.
E eu vou esquecer você
Em Julho eu vou te esquecer,...
Julho.
2007
Ela tinha resolvido mudar os móveis do quarto, jogar tudo que não fosse útil e tudo que lembrasse o passado no lixo. Crente, que isso seria o suficiente para fazer circular boas energias e, principalmente, tirá-lo da cabeça e do coração.
Em vão.
Parecia que tudo só tinha servido para mostrar que ele era muito mais importante do que ela acreditava, e agora cada virar de esquina era uma lágrima. De modo que ela não havia sido boa o suficiente nem para esquecer, nem para estar com ele naquele momento.
O que haveria de errado?
A hora era errada. E os móveis... já haviam sido trocados de lugar... e agora era tarde demais. Ele permaneceria lá dentro, e ela, querendo sair...
"Ninguém é homem o bastante para me liquidar
Nem humano suficiente para me visitar" (Violins)
Em vão.
Parecia que tudo só tinha servido para mostrar que ele era muito mais importante do que ela acreditava, e agora cada virar de esquina era uma lágrima. De modo que ela não havia sido boa o suficiente nem para esquecer, nem para estar com ele naquele momento.
O que haveria de errado?
A hora era errada. E os móveis... já haviam sido trocados de lugar... e agora era tarde demais. Ele permaneceria lá dentro, e ela, querendo sair...
"Ninguém é homem o bastante para me liquidar
Nem humano suficiente para me visitar" (Violins)
2007
Ela olha os minutos embaralharem no canto superior direito do celular, enquanto relê as sms que ele mandou. Mandou no pretérito perfeito do indicativo, já fazia tempo. E as coisas não eram mais como há 2 meses. Ela acreditava que o pensamento era capaz de mover montanhas, e que pensar nele bastava para que isso os mantivesse juntos. Afinal, a distância física não é nada perto da proximidade do sentimento.
Mas ele não devia pensar assim, apesar de ela estar disposta a enfrentar o que fosse. Era tão difícil se interessar por alguém, que quando acontecia era digno de ser batalhado.
No fim, tudo acabava no mesmo, mais um jogando com os seus sentimentos como peças de Dama, manipulando, encavalando, comendo e descartando. Fim do jogo.
Antigiu o ápice do sentimento para atirar-se ao nada. Ele novamente.
E ela começava a considerar que o nada deveria ser uma boa opção, já que ele vivia dentro do maldito coração, algo de muito atrativo ele deveria ter. Uns braços grandes, uns cabelos bem grandes e uma coleção de cds do silverchair.
Acho que era hora de assumir de vez e casar-se com o Nada. Um belo final feliz.
Mas ele não devia pensar assim, apesar de ela estar disposta a enfrentar o que fosse. Era tão difícil se interessar por alguém, que quando acontecia era digno de ser batalhado.
No fim, tudo acabava no mesmo, mais um jogando com os seus sentimentos como peças de Dama, manipulando, encavalando, comendo e descartando. Fim do jogo.
Antigiu o ápice do sentimento para atirar-se ao nada. Ele novamente.
E ela começava a considerar que o nada deveria ser uma boa opção, já que ele vivia dentro do maldito coração, algo de muito atrativo ele deveria ter. Uns braços grandes, uns cabelos bem grandes e uma coleção de cds do silverchair.
Acho que era hora de assumir de vez e casar-se com o Nada. Um belo final feliz.
2007
Um banco de jardim às quatroemeiadatarde. Um rapaz de seus dezoitoanos lê um livro. Um desses de capa colorida e centoeoitentapáginas.
Muitas pessoas ao redor, passam, transpassam, perpassam, aqui e acolá. Ele ali. O livro aqui.
Até um sem contar de horas. Ela chega. Atravessa a avenida, desvia da bicicleta, olha o relógio, olha para ele, ele sorri, ela...
Não!
Antes que o sr., sra., srta. Ou sei lá o que seja. Pense qualquer outra coisa eu querereria dizer que, eu, como narrador onisciente do presente conto, não faço a mínima idéia de quem seja a mencionada do pronome feminino singular, no último parágrafo. E lhe asseguro também, que nem meu personagem ( perfeitamente e claramente elaborado e personificado) a conhece.
Não, não é a segunda personagem principal, nem a protagonista, ou anti-herói, nem amiga,tia, mãe, irmã, vizinha, papagaia, ou o raio que o parta, ou, o raio que a parta. Muito menos o amor da vida do meu rapazinho querido.
Pois bem.
>
Vira-se para o lado, pára no ponto de Ônibus... E ele pensa, Eu nunca havia pensado como era óbvio saber que as objetivas indiretas utilizavam preposição e as objetivas diretas, não!
Então ele sorrira, e compreendera que a nota de gramática e a recuperação eram merecidas. E que, certamente, essa questão ele não erraria no vestibular. Que seria dali a doisdias.
Olha! Não me venha culpando. Mas é que eu preciso lhe mostrar a verdade das coisas. Não. Essa não será a questão que o fará passar no vestibular, nem a questão que não o fará passar no vestibular. Nem o tópico que irá dar branco e o fazer suar frio, ir até o banheiro, passar vinteminutos, olhar na cola por debaixo da blusa, ser pego pelo fiscal. Levado ao tribunal, ao júri, a cadeia. Conhecer um traficante japonês e morrer de Aids na Tunísia.
>
Era tão difícil entender gramática. Mais difícil ainda que a álgebra trigonométrica da rebimbota da parafuseta
Desculpe-me. Mas cabe dizer, que, sou narrador, entendo de escrever e não de cálculos e números e essas coisas de maluco. Não que meu personagem seja maluco! Tenha dó do rapazinho. Mas, não estou com a mínima vontade de me concentrar no que ele pensa para traduzir aqui. Tudo bem?
>
E então seria um sonho passar na faculdade de Engenharia Aeronáutica e passar os dias fazendo fórmulas, números e coisas impossíveis. Ele sonhava muito e sonhava demais.
E era essa a minha intenção, sabe? Mostrar a vocês o quanto é inútil ficar esperando as coisas. E sonhando com as coisas. Porque essa história de esperar e esperanças é que fodem com tudo.
Você ai esperando que o menino se apaixone se case, tenha filhos, seja feliz.
Que o menino se apaixone, não se case, não tenha filhos e tente suicídio aos trintaeseteanos por cause de um amor não correspondido.
Ou que acabe solteiro com trêscachorros, doisgatos e umperiquito, assistindo televisão e comendo CupNuddles.
E ele esperando passar em primeirolugar no ITA, ganhar rios de dinheiro, morar nos USA e ser tão famoso quanto o Bill Gates.
E, eu.. que controlo tudo isso ai que vocês esperam que aconteça...
Ah, eu nem quero não. Eu que escolho, eu programo...
E... eu quero que o menino ... morra! [há há há ¿ risada sarcástica mode on]
Nossa!
Te peguei!
Não, não... hoje não mato ninguém!
Nem o passarinho que, eu esqueci de te contar, cagou no ombro do rapazinho bem antes de eu começar a narrar essa história.
Hoje estou um narrador bonzinho. Mas sem saco pra historinhas de amor, castelinhos e princesinhas, tudo com inho... e LeTrA GrAnDe LeTrA pEqUeNa... só falta escrever S2 e cantar Emoponto.
Opa! Esqueci, obra literária pode usar referência contemporânea? Chama o Massaud lá...
Chega!
>
O sol já ia se pondo. E o rapazinho, eita! Esqueci... Pausai!
Esqueci de escolher o nome dele. Falta minha, foi mal! Ahn.. vejamos... Solvang? Não, nome de caixa de sapato não dá. Ahn... Giordano? É nome de desenhista de quadro de bichinho, soa legal.
>
O sol já ia se pondo. E Giordano sabia que era hora de voltar para casa. A mesma coisa sempre. O pai lendo jornal, a mãe fazendo a janta, os irmãos no chão da sala.
E ele no quarto. Os livros na cama, no chão, na escrivaninha. Por todo lado. Estudar. E tinha tanta coisa ainda para se ler
Puta que pariu! Gol da França! Não acredito que o Brasil vai perder de novo pra França! Não que eu goste de futebol, tanto que estou aqui te contando uma história toda bonitinha enquanto poderia estar assistindo os jogos da copa 2006. Mas não estou. E, também, acho que estou sendo inconveniente.
Ta bom, ta bom... juro jurado, que só interrompo agora no fim! Só fim, pra acabar mesmo, ta? Quietinho aqui.
>
Os livros do Machado, as teorias biológicas e as fórmulas físicas.
Muitas pessoas ao redor, passam, transpassam, perpassam, aqui e acolá. Ele ali. O livro aqui.
Até um sem contar de horas. Ela chega. Atravessa a avenida, desvia da bicicleta, olha o relógio, olha para ele, ele sorri, ela...
Não!
Antes que o sr., sra., srta. Ou sei lá o que seja. Pense qualquer outra coisa eu querereria dizer que, eu, como narrador onisciente do presente conto, não faço a mínima idéia de quem seja a mencionada do pronome feminino singular, no último parágrafo. E lhe asseguro também, que nem meu personagem ( perfeitamente e claramente elaborado e personificado) a conhece.
Não, não é a segunda personagem principal, nem a protagonista, ou anti-herói, nem amiga,tia, mãe, irmã, vizinha, papagaia, ou o raio que o parta, ou, o raio que a parta. Muito menos o amor da vida do meu rapazinho querido.
Pois bem.
>
Vira-se para o lado, pára no ponto de Ônibus... E ele pensa, Eu nunca havia pensado como era óbvio saber que as objetivas indiretas utilizavam preposição e as objetivas diretas, não!
Então ele sorrira, e compreendera que a nota de gramática e a recuperação eram merecidas. E que, certamente, essa questão ele não erraria no vestibular. Que seria dali a doisdias.
Olha! Não me venha culpando. Mas é que eu preciso lhe mostrar a verdade das coisas. Não. Essa não será a questão que o fará passar no vestibular, nem a questão que não o fará passar no vestibular. Nem o tópico que irá dar branco e o fazer suar frio, ir até o banheiro, passar vinteminutos, olhar na cola por debaixo da blusa, ser pego pelo fiscal. Levado ao tribunal, ao júri, a cadeia. Conhecer um traficante japonês e morrer de Aids na Tunísia.
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Era tão difícil entender gramática. Mais difícil ainda que a álgebra trigonométrica da rebimbota da parafuseta
Desculpe-me. Mas cabe dizer, que, sou narrador, entendo de escrever e não de cálculos e números e essas coisas de maluco. Não que meu personagem seja maluco! Tenha dó do rapazinho. Mas, não estou com a mínima vontade de me concentrar no que ele pensa para traduzir aqui. Tudo bem?
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E então seria um sonho passar na faculdade de Engenharia Aeronáutica e passar os dias fazendo fórmulas, números e coisas impossíveis. Ele sonhava muito e sonhava demais.
E era essa a minha intenção, sabe? Mostrar a vocês o quanto é inútil ficar esperando as coisas. E sonhando com as coisas. Porque essa história de esperar e esperanças é que fodem com tudo.
Você ai esperando que o menino se apaixone se case, tenha filhos, seja feliz.
Que o menino se apaixone, não se case, não tenha filhos e tente suicídio aos trintaeseteanos por cause de um amor não correspondido.
Ou que acabe solteiro com trêscachorros, doisgatos e umperiquito, assistindo televisão e comendo CupNuddles.
E ele esperando passar em primeirolugar no ITA, ganhar rios de dinheiro, morar nos USA e ser tão famoso quanto o Bill Gates.
E, eu.. que controlo tudo isso ai que vocês esperam que aconteça...
Ah, eu nem quero não. Eu que escolho, eu programo...
E... eu quero que o menino ... morra! [há há há ¿ risada sarcástica mode on]
Nossa!
Te peguei!
Não, não... hoje não mato ninguém!
Nem o passarinho que, eu esqueci de te contar, cagou no ombro do rapazinho bem antes de eu começar a narrar essa história.
Hoje estou um narrador bonzinho. Mas sem saco pra historinhas de amor, castelinhos e princesinhas, tudo com inho... e LeTrA GrAnDe LeTrA pEqUeNa... só falta escrever S2 e cantar Emoponto.
Opa! Esqueci, obra literária pode usar referência contemporânea? Chama o Massaud lá...
Chega!
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O sol já ia se pondo. E o rapazinho, eita! Esqueci... Pausai!
Esqueci de escolher o nome dele. Falta minha, foi mal! Ahn.. vejamos... Solvang? Não, nome de caixa de sapato não dá. Ahn... Giordano? É nome de desenhista de quadro de bichinho, soa legal.
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O sol já ia se pondo. E Giordano sabia que era hora de voltar para casa. A mesma coisa sempre. O pai lendo jornal, a mãe fazendo a janta, os irmãos no chão da sala.
E ele no quarto. Os livros na cama, no chão, na escrivaninha. Por todo lado. Estudar. E tinha tanta coisa ainda para se ler
Puta que pariu! Gol da França! Não acredito que o Brasil vai perder de novo pra França! Não que eu goste de futebol, tanto que estou aqui te contando uma história toda bonitinha enquanto poderia estar assistindo os jogos da copa 2006. Mas não estou. E, também, acho que estou sendo inconveniente.
Ta bom, ta bom... juro jurado, que só interrompo agora no fim! Só fim, pra acabar mesmo, ta? Quietinho aqui.
>
Os livros do Machado, as teorias biológicas e as fórmulas físicas.
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