Ilusões em imagens de areia
Eu fiz planos...
Escolhi o nome dos nossos filhos
Fiz projetos para a nossa casa
Edifiquei castelos de algodão
Eu fiz planos...
Sonhei com seus abraços
Esperei por seus beijos
Deixeis falsas marcas em dragões
Eu fiz planos...
Escrevi poesias
Desenhei corações
Esbocei fadas em pergaminhos escuros
Eu fiz planos...
Aprendi à tocar músicas
Tentei ganhar dinheiro
Elaborei anjos em vãs nuvens
Eu fiz planos...
Contradisse quem amava
Enfrentei tempestades
Fui morta por piratas sem tesouros
Eu fiz planos...
Tentei encurtar distâncias
Esconder saudades
Fiz pedidos para gênios na neblina
Eu fiz planos...
Criei frases carinhosas
Tentei ser o mais amável possível
Atirei soldados de chumbo em fogueiras
Eu fiz planos...
Jurei amores eternos
Declarei esperas
Construi ilusões sob sapatos de cristal
Eu fiz planos...
Cama
Desejo
Sonho
E obtive apenas príncipes em recortes de papel...
domingo, 3 de maio de 2009
2003
Desilusão/pedaços...
Eu sonhei... e como sonhei...
E hoje me convenço de que talvez, sonhei demais
Por mais que tentasse achar o chão sob meus pés
Ele me escapava...
Como as coisas não são eternas
O chão me chegou
Mas com tanta velocidade e ferocidade
Que minhas pernas se quebraram com o choque
E minha coluna está comprometida
A dor do impacto me fez perder a voz
E meus olhos ficarem secos após tanto lacrimejar
Eu tenho medo na verdade
De não melhorar, de perder minhas pernas
E então, nunca mais andar
Nunca mais viver?
Nunca mais sorrir?
....
Sim, me trouxeram o chão
O chão e toda lama que nele havia
A lama que cegou meus olhos
A sujeira que me fez desistir
A realidade excessiva que me fez pirar
A realidade que tolheu minhas pernas,
levou meus sorrisos, cegou meus olhos,
me fez desistir... de viver...
Eu quero meus sonhos....
Eu sonhei... e como sonhei...
E hoje me convenço de que talvez, sonhei demais
Por mais que tentasse achar o chão sob meus pés
Ele me escapava...
Como as coisas não são eternas
O chão me chegou
Mas com tanta velocidade e ferocidade
Que minhas pernas se quebraram com o choque
E minha coluna está comprometida
A dor do impacto me fez perder a voz
E meus olhos ficarem secos após tanto lacrimejar
Eu tenho medo na verdade
De não melhorar, de perder minhas pernas
E então, nunca mais andar
Nunca mais viver?
Nunca mais sorrir?
....
Sim, me trouxeram o chão
O chão e toda lama que nele havia
A lama que cegou meus olhos
A sujeira que me fez desistir
A realidade excessiva que me fez pirar
A realidade que tolheu minhas pernas,
levou meus sorrisos, cegou meus olhos,
me fez desistir... de viver...
Eu quero meus sonhos....
2003
Palavras esparsas
Olhos, bocas, maos, sussurros, gemidos, juras, cabelo, rosto, voz, eu te amo, suspiro, sem ar, socorro, saudade, vontade, lagrimas, desespero, musica, "perfume", travesseiros, ar, vida, metade, beijo, abraco, suspiro, sem ar, eu te amo, maos, olhos, voz, vontade, saudade = AGORA!!!
Olhos, bocas, maos, sussurros, gemidos, juras, cabelo, rosto, voz, eu te amo, suspiro, sem ar, socorro, saudade, vontade, lagrimas, desespero, musica, "perfume", travesseiros, ar, vida, metade, beijo, abraco, suspiro, sem ar, eu te amo, maos, olhos, voz, vontade, saudade = AGORA!!!
2003
AO lado o declaro
Canto aos ventos a minha solidão
Aludo às estrelas minhas vontades
Risco no papel a sua imagem
Leio em brancas nuvens meu futuro
Oh amor, és tão profunda esperança
Sois o meu âmago e o sorriso
Traga-me as luzes, traga-me o verde
E eu lhe juro infinda lonjura
Aceito servir-te, aceito morrer
Mas traga-me de novo minha essência
O alvorecer dos dias, o primor das horas
Luz diáfana de lindura plena
Invoco-te em míseros versos, oh
Necessito de ti meu alegre viver
Desculpe minhas nostálgicas letras
Oh minha distante e gêmea alma
BEIJO -te o coração e desapareço nos calmos ventos de Junho...
Canto aos ventos a minha solidão
Aludo às estrelas minhas vontades
Risco no papel a sua imagem
Leio em brancas nuvens meu futuro
Oh amor, és tão profunda esperança
Sois o meu âmago e o sorriso
Traga-me as luzes, traga-me o verde
E eu lhe juro infinda lonjura
Aceito servir-te, aceito morrer
Mas traga-me de novo minha essência
O alvorecer dos dias, o primor das horas
Luz diáfana de lindura plena
Invoco-te em míseros versos, oh
Necessito de ti meu alegre viver
Desculpe minhas nostálgicas letras
Oh minha distante e gêmea alma
BEIJO -te o coração e desapareço nos calmos ventos de Junho...
2003
Canto aos ventos a minha solidão
Aludo Às estrelas minhas vontades
Risco no papel a sua imagem
Leio em brancas nuvens meu futuro
Oh amor, és tão profundo
Sois minha vida, minha esperança
Traga-me as luzes, traga-me o verde
Eu lhe juro, oh mal infortúnio
Aceito servir-te, aceito morrer
Mas traga-me a minha essência
O sorrir dos lábios, o alvorecer dos dias
Ladeie-me forças de luz
Invoco-te forças da terra
Necessito de meu amor
De minha alma
Oh, minha gêmea alma
BEIJO - te o coração e desapareço nos calmos ventos de Junho...
Aludo Às estrelas minhas vontades
Risco no papel a sua imagem
Leio em brancas nuvens meu futuro
Oh amor, és tão profundo
Sois minha vida, minha esperança
Traga-me as luzes, traga-me o verde
Eu lhe juro, oh mal infortúnio
Aceito servir-te, aceito morrer
Mas traga-me a minha essência
O sorrir dos lábios, o alvorecer dos dias
Ladeie-me forças de luz
Invoco-te forças da terra
Necessito de meu amor
De minha alma
Oh, minha gêmea alma
BEIJO - te o coração e desapareço nos calmos ventos de Junho...
2003
Teoria do Chá
Bom... isso vem ao caso...
Lembrei disso há um mes mais ou menos e tive vontade de postar mas... o blogger parecia q naum tava gostando muito da idéia...
Mas, sou persistente...
Há uns bons 4 anos atrás eu tava em casa tomando meu cházinho lindo até... q depois de uma aula de filosofia pela tarde... eu criei a teoria do chá...
Suponha... que voce esta com uma xícara de chá quente sem aquela "asa" pra segurar em suas mÃos quase até a boca cheia...
Se você segurá-la pela borda assim, pela pontinha, você não queimara seus dedos... porem corre o risco de deixa-la cair..
Se você segurá-la firme por baixo, não terá a probabilidade de que caia, porém queimará seus dedos...
Agora tente relacionar a xícara de chá com a sua vida...
Eu optei por segurá-la firme.... vivê-la! Intensamente... pra naum correr o risco de que o meu chá (a essencia) escorra por entre meus dedos... mas... quando se vive... quando nos entregamos por inteiro em tudo que fazemos... as decepções, as dores, os sofrimentos são sempre maiores...o tombo eh grande....
Teoria do chá! pensem....
Bom... isso vem ao caso...
Lembrei disso há um mes mais ou menos e tive vontade de postar mas... o blogger parecia q naum tava gostando muito da idéia...
Mas, sou persistente...
Há uns bons 4 anos atrás eu tava em casa tomando meu cházinho lindo até... q depois de uma aula de filosofia pela tarde... eu criei a teoria do chá...
Suponha... que voce esta com uma xícara de chá quente sem aquela "asa" pra segurar em suas mÃos quase até a boca cheia...
Se você segurá-la pela borda assim, pela pontinha, você não queimara seus dedos... porem corre o risco de deixa-la cair..
Se você segurá-la firme por baixo, não terá a probabilidade de que caia, porém queimará seus dedos...
Agora tente relacionar a xícara de chá com a sua vida...
Eu optei por segurá-la firme.... vivê-la! Intensamente... pra naum correr o risco de que o meu chá (a essencia) escorra por entre meus dedos... mas... quando se vive... quando nos entregamos por inteiro em tudo que fazemos... as decepções, as dores, os sofrimentos são sempre maiores...o tombo eh grande....
Teoria do chá! pensem....
2003
Não sei porque mas...
Acho que os melhores escritos
Surgem da tristeza...
Pois nos momentos de felicidade
Os escritos parecem ignóbeis
E desnecessários de existência,
Pois já estão escritos de uma
Maneira muito mais bela...
No coração
Acho que os melhores escritos
Surgem da tristeza...
Pois nos momentos de felicidade
Os escritos parecem ignóbeis
E desnecessários de existência,
Pois já estão escritos de uma
Maneira muito mais bela...
No coração
Felizes tardes azuis...
Por que tomaram de mim o meu amor?
Por que fizeram-me provar o perfeito gosto do pecado
E levaram-no do alcance de meus lábios
Agora que sei o que é amor não posso tocá-lo mais
Desejo-te com tanta força meu querido...
Seu olhar, sua boca, suas mãos, seu calor
A sua presença...
Agora que sei o peso do mundo sob meus ombros
Agora que sei o quanto a solidão é horrível
Agora que sei que eu sou muito menos do que o sonho exige de mim
Eu tenho certeza
Preciso de você agora, de qualquer maneira
Porque eu te amo!
Por que tomaram de mim o meu amor?
Por que fizeram-me provar o perfeito gosto do pecado
E levaram-no do alcance de meus lábios
Agora que sei o que é amor não posso tocá-lo mais
Desejo-te com tanta força meu querido...
Seu olhar, sua boca, suas mãos, seu calor
A sua presença...
Agora que sei o peso do mundo sob meus ombros
Agora que sei o quanto a solidão é horrível
Agora que sei que eu sou muito menos do que o sonho exige de mim
Eu tenho certeza
Preciso de você agora, de qualquer maneira
Porque eu te amo!
Repostando o antigo blog na íntegra...
Sábado, Abril 26, 2003
Visões crepusculares porque tanto me torturam
De tanto chorar e tanto pensar
Meu rosto enegreceu e meus olhos cegos se tornaram
O âmago de meus dias tenta se apagar
Sinto um grande vazio de espasmos completos
Ânsias, enjôos e culpa
Enfrontam-se em meu interior opostos
Pecado e remorso. Vontade e prazer
Oh Vale das questões insolúveis
Vá, diga-me que hais aí minha cura
Mostre-me as respostas, cuspa-me na cara
O que eu quero e não desejo ouvir
Vamos, por que não me gritas
Não me feres com tal gozo que sei que sentes
Maior dor que a dúvida e a culpa
Deveras não conheço...
Luas incompletas, sons intocáveis, letras vagas
Como eu desejo-te, anseio-te com as forças de Hades
Minha resposta
Te quero ou não te quero
Quero-te meu amor, mas não o toco
O toco e desculpo-me meu amor
A questão não vai-se...
Não quero que te vás
E não quero que te fiques, desculpe-me
Oh meu amor
Como as essências são tristes
Os ventos são tardos
Queria que me levassem consigo
Para não precisar mais a ti sofreres
Ou a sofrerdes...
Eu vos amo...
(Da forma como não deveria à ninguém amar antes de mim...)
Visões crepusculares porque tanto me torturam
De tanto chorar e tanto pensar
Meu rosto enegreceu e meus olhos cegos se tornaram
O âmago de meus dias tenta se apagar
Sinto um grande vazio de espasmos completos
Ânsias, enjôos e culpa
Enfrontam-se em meu interior opostos
Pecado e remorso. Vontade e prazer
Oh Vale das questões insolúveis
Vá, diga-me que hais aí minha cura
Mostre-me as respostas, cuspa-me na cara
O que eu quero e não desejo ouvir
Vamos, por que não me gritas
Não me feres com tal gozo que sei que sentes
Maior dor que a dúvida e a culpa
Deveras não conheço...
Luas incompletas, sons intocáveis, letras vagas
Como eu desejo-te, anseio-te com as forças de Hades
Minha resposta
Te quero ou não te quero
Quero-te meu amor, mas não o toco
O toco e desculpo-me meu amor
A questão não vai-se...
Não quero que te vás
E não quero que te fiques, desculpe-me
Oh meu amor
Como as essências são tristes
Os ventos são tardos
Queria que me levassem consigo
Para não precisar mais a ti sofreres
Ou a sofrerdes...
Eu vos amo...
(Da forma como não deveria à ninguém amar antes de mim...)
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Idioticamente
Eu poderia optar por começar com qualquer frase. Mas neste exato momento não sei o que dizer. Talvez porque quando eu penso em você as palavras se misturam e se encaixam fazem e não fazem sentido. Talvez porque você seja o único capaz de me fazer arrepiar os pêlos dos braços e as vertebras da espinha.
E eu fico idioticamente suspirando, pensando nas coisas idiotas que você fala. No jeito engraçado que você anda. Ou no som do seu ronco quando dorme nos meus braços. E isso soa tão horrível e besta quanto o nosso "fim".
Eu fico com um nó na garganta, e todos esses outros adjetivos idioticamente literários e metafóricos que não combinam com você. Você, tão ridiculamente autêntico, singelo, franco e besta. E desses adjetivos eu tiro a média, faço o MMC e vou me apaixonando a cada dia.
Talvez porque eu acho que te conheço como não deveria, até demais, ou talvez de menos. Mas com certeza porque confio em você. Confio meus suspiros, meus desejos e o lado de mim que eu mais escondo.
E bebo pra me lembrar de você, pra me sentir um milímetro mais perto, um milésimo mais sua. E choro sufocada com vergonha de ter quebrado a promessa. Com vergonha e talvez medo de mim.
É mais fácil gostar de quem não gosta. A reciprocidade espanta, a indiferença é corriqueira. Relacionar-se predispõe até o que não se tem, e a concepção é mais complexa que se supõe.
Vou escolhendo a dedo as pessoas pelas quais NÃO posso me apaixonar, para então, idioticamente, me apaixonar por inteiro. Afinal, seria fácil demais se fosse fácil. E também, não haveriam tantos textos a serem escritos.
E eu fico idioticamente suspirando, pensando nas coisas idiotas que você fala. No jeito engraçado que você anda. Ou no som do seu ronco quando dorme nos meus braços. E isso soa tão horrível e besta quanto o nosso "fim".
Eu fico com um nó na garganta, e todos esses outros adjetivos idioticamente literários e metafóricos que não combinam com você. Você, tão ridiculamente autêntico, singelo, franco e besta. E desses adjetivos eu tiro a média, faço o MMC e vou me apaixonando a cada dia.
Talvez porque eu acho que te conheço como não deveria, até demais, ou talvez de menos. Mas com certeza porque confio em você. Confio meus suspiros, meus desejos e o lado de mim que eu mais escondo.
E bebo pra me lembrar de você, pra me sentir um milímetro mais perto, um milésimo mais sua. E choro sufocada com vergonha de ter quebrado a promessa. Com vergonha e talvez medo de mim.
É mais fácil gostar de quem não gosta. A reciprocidade espanta, a indiferença é corriqueira. Relacionar-se predispõe até o que não se tem, e a concepção é mais complexa que se supõe.
Vou escolhendo a dedo as pessoas pelas quais NÃO posso me apaixonar, para então, idioticamente, me apaixonar por inteiro. Afinal, seria fácil demais se fosse fácil. E também, não haveriam tantos textos a serem escritos.
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